DECISÃO DE DELEGADO, NÃO CONDIZ COM A REALIDADE DOS VIGILANTES

DECISÃO DE DELEGADO, NÃO CONDIZ COM A REALIDADE DOS VIGILANTES

Os vigilantes do RN estão de luto e tristes com o resultado imposto à nossa categoria. Somos mais de dois milhões de vigilantes no Brasil, formados e preparados para a função, somos registrados na Polícia Federal, passamos toda a nossa vida profissional sem nenhum impedimento judicial, somos a única atividade que não podemos ter uma única falha profissional e temos que provar isso a cada dois anos com fazendo uma reciclagem do curso de vigilante comprovando a nossa idoneidade. Saímos diariamente dos nossos lares para servir a sociedade através do nosso trabalho, que é guardar, proteger e transportar toda riqueza do país, e não para matar ou ferir aqueles que por dever do ofício damos nossa vida para proteger, a fatalidade infelizmente pode acontecer sim afinal trabalhamos sobre forte pressão diante do caos que tomou conta do nosso estado, onde predomina a violência. Portanto assistimos estupefatos o indiciamento por CRIME DOLOSO, dos nossos companheiros no caso da Micaela Ferreira. Hora, é como se o senhor Delegado afirmasse que sim saímos para trabalhar com o intuito de matar, o que não é verdade, pois saímos e arriscamos as nossas vidas em defesa do patrimônio de terceiros, da sociedade e de nossa própria vida, sendo a reação ao assalto, antes de mais nada um ato de legítima defesa. O indiciamento por parte do Delegado nos deixou com uma sensação de injustiça e nos jogou na opinião pública como assassinos, o que de fato não somos.

Vale salientar que após décadas de serviços na área de Transporte de Valores e também de inúmeros assaltos sofridos, inclusive nos últimos dois anos tivemos 10 assaltos só a Carro Forte, sendo, em um desses ocorridos essa fatalidade, mostra que não somos irresponsáveis ao ponto de sermos tratados como tal. Muito imaturo essa decisão do Delegado, pois a poucos dias o ITEP (Instituto Técnico Científico de Perícia) através dos peritos informaram inconclusivo por não ter a certeza sobre os projéteis da ação, portanto, se impõe uma decisão de ataque a nossa profissão, não estamos fugindo dos fatos e sim buscando a realidade de não tratar os vigilantes como quem sai de casa com o intuito de assassinar alguém.

SEPARADOS SOMOS FRACOS, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS

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