Tsunami na Prosegur

        Seria cômico se não fosse trágico. O SindForte marcou sua pequena existência com lutas memoráveis, batalhas que levaram dias, meses e anos finalizadas com vitórias árduas que fizeram as empresas de vigilância de valores respeitá-lo como representante legítimo da categoria. Ontem, dia 29, o SindForte foi obrigado pela administração da Prosegur (empresa de segurança privada) a fazer uma greve de advertência por causa de uma fossa.

A Prossegur anuncia aos quatros ventos que possui em sua folha mais de 52 mil funcionários, em 2012 faturou a bagatela de R$ 2.7 bilhões, estando presente em mais 25 estados brasileiros, se vangloria de ser o maior grupo de segurança privado do país e deixa acontecer uma greve por causa de sua privada. Parece piada.

A empresa fala de soluções de gestão integrada, investindo na confiança de seus profissionais e fortalecimento do modelo de gestão de negócio. Escrito em um panfleto fica muito bonito. Porém, a realidade é outra. Há bem pouco tempo construiu sua nova sede, aqui em Natal, mudou o setor administrativo (seu modelo de gestão) e deixou toda parte operacional nas antigas instalações com todo tipo de transtornos a seus funcionários: sem água nas torneiras, sem água para beber, paredes úmidas, instalações elétricas precárias chegando ao ápice da gestão de soluções integradas com o entupimento da fossa, e consequentemente levando-a a estourar, ocasionando um tsunami de água e dejetos de fedor insuportável, inundando banheiro, se alastrando para outros departamentos.

Depois de mais de 4 horas de paralização, o SindForte decidiu negociar com a gestão de soluções integradas, que providenciou a limpeza e a promessa do mais breve possível a transferência de todos os funcionários para as novas instalações. “O SindForte não fica passível a um atentado dessa natureza a saúde do trabalhador, mais uma vez a categoria se uniu em torno de uma causa justa, que é o bem mais preciso vigilante: a saúde”, finalizou, Tertuliano Santiago, presidente do SindForte.

BRINK’S recua de demissão por justa causa

Ontem, (29), em audiência no Ministério do Trabalho, a empresa BRINK’S, que havia demitido três funcionários por justa causa, alegando que os mesmo teriam dormido no serviço, voltou a trás e fez uma demissão regular, pagando todas as contas de acordo com a CLT. Ainda, teve que pagar às custas processuais. “Não iremos permitir que determinadas empresas pensem, tentem ou queiram nos ludibriar, estaremos atentos e vigilantes e revidaremos, aliás, nos anteciparemos, iriemos pra cima delas com toda a força da categoria dispõe” disse, um dos dirigentes do SindForte.

 

 

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