Vigilante também sangra

       Nesta terça-feira(12), um grupo de vigilantes de segurança privada do Estado do Rio Grande do Norte, realizou uma manifestação, ao lado do Shopping Midway, saindo em caminhada até o Ministério Público do Trabalho, numa tentativa de sensibilizar o órgão e apoio ao movimento, que pretende sentar à mesa com as autoridades e forças de segurança do Estado para debater soluções que possam combater a violência sofrida pela categoria.

       Nos últimos dois anos os ataques aos vigilantes têm aumentado assustadoramente, os bandidos buscam as armas e coletes. As estatísticas apontam que entre 2014 e 2016 foram aproximadamente 86 casos de violência, tendo os criminosos se apoderados dos coletes e armas. Neste 2016, já se somam 25 casos, entre eles, o acontecido na última segunda-feira (4), que vitimou do vigilante Jeimyson Nunes de Azevedo, de 26 anos, acabou baleado durante um assalto realizado a uma farmácia na zona Norte de Natal, quando foi atingido no pescoço e deve ficar paraplégico, segundo laudo médico divulgado pelo Hospital Walfredo Gurgel.

      “ A violência tem se tornado o maior inimigo do trabalhador vigilante, pois, os bandidos agora, buscam nossas armas e coletes. É preciso uma ação conjunta: sociedade, todos os sindicatos, os profissionais e as autoridades competentes para que possamos sair de casa e nossa família ter a certeza que voltaremos vivos”. Desabafou, um dos manifestantes.

       A Comissão, que representa a categoria, usando o slogan: Vigilante também sangra, pretende chamar a atenção de toda sociedade, que também vive o mesmo drama e assim, e, principalmente da Secretária de Segurança Pública do Estado, Polícia Federal, Polícia Militar, Guarda Municipal entre outros entes relativos, para apresentar suas  principais questões, que são: Melhor planejamento para implantação dos postos de serviços; implantação de cabine balística nos postos de maior risco de ataques; manutenção periódica dos EPIs (Coletes, rádio transmissor HT, viaturas, armamentos e munições entre outros); Análises de risco seguido de plano de segurança.

         “O movimento tem o total apoio do SindForte, mesmo que tenha partido de uma iniciativa espontânea dos trabalhadores vigilantes e sem vínculo político-sindical, merece incondicional ajuda, naquilo que nos solicitado e permitido, a vida do vigilante é mais importante”, afirmou, o dos diretores do sindicato.

Separados somos fracos , unidos somos imbatíveis.

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